quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ser

Mal sabia por onde começar.

Apenas sabia que seus pensamentos ardiam à carne mais profunda.

Que medo da mesmice era esse? Medo de ter o mesmo dia que ontem e que ontem e que ontem, e sabia que se continuasse a pensar e a pensar e apenas a pensar seria o mesmo dia de amanhã e amanhã.

Que há de extraordinário? Aconteceram tantas coisas nesses meses e a mesmice continuava lá.

Até a rotina mudará, mas ainda acordava surpreendentemente no meio da noite e só voltava a dormir quando não pensava.

Acordou dessa vez. Passeou pela casa. E olhou com cuidado, um pacote de bolachas com apenas uma delas, a toalha molhada jogada no banheiro sem cuidado, uma cama desarrumada e voltou a pensar. Tais descuidos seriam de alguém realmente despreocupado ou muito preocupado com outro mundo se não esse.

Adorava tudo que fazia. Mas onde estava a grandiosidade? Nas pequenas coisas? Nas toalhas molhadas? Na mesmice que era de ontem e amanhã?

E podia mover o mundo, havia força em si. Mas era o mesmo mundo. Colocado e arrumado de outra forma. Não só o mundo era o mesmo, era, também, o ontem e sabia que o amanhã. Pois era ser e estar e ainda o que se é.

Tinha ânsia e quase vomitava, suas entranhas se contorciam ao pensar.

“Eu quero ser. Mas como ser mais que meu próprio ser? Ajude-me, por favor, a parar de pensar”.


terça-feira, 1 de junho de 2010

Um sonho


Tenho um convite a vc...

Sonhei sem a certeza de estar dormindo.

Mergulha comigo nesse sonho que tive agora?

Era uma noite quente de brisa acolhedora.

A lua, magestosa, extravazava em brilho.

Deixando distante e invejosas as estrelas

Sua presença se fazia em céu e mar.

Era seu o grandioso espelho de água salgada e ondulada.

A lua brincava com suas formas e eu a admirava de uma pequena casa a beira mar.

Tão lindo quando o próprio luar era vc sentado ao lado da fogueira que fez na areia.

Quais as músicas que sai desse seu fiel violão? Melodias que a brisa traz a mim com cheiro de maresia.

Vôce me atrai mais que o mar. Que vontade de deitar nessa areia branca com você.

Há vagalumes brincando no ar. Você percebeu os sinais eles querem nos dar?

Deve ter sido o luar que desabrochou as flores inundando o ar com aroma doce. São elas as rainhas da noite.

Quantos sentidos meus já são seus nesse devaneio?

A brisa que despenteou meus cabelos trouxe também seu perfume. Posso senti-lo perto.

Era você beijando suavemente o meu pescoço.

Senti seus dedos em minha pele.

Seu beijo era o mais gostoso que já tive.

Eu estava em seu colo. E você me levava a nossa cama.

Nesse sonho...

Nossos beijos e corpos eram mais completos.

Eramos um corpo feito de dois.

Dormiamos entrelaçados em pernas e braços.

E nem percebiamos o dançar suave das cortinas.

Era esse o nosso momento, que nina, aconchega e que traz sonhos.

sábado, 29 de maio de 2010

... " quem não sabe amar vive esperando alguém que caiba nos seus sonhos"...
Cazuza

sábado, 8 de maio de 2010

....


É legal ver o quanto as coisas podem acontecer,
É legal ver as pessoas vivendo suas vidas,
É legal conhecer gente nova...
Gente nova... Pessoas novas... São aquelas que parecem uma estrada nova pra um lugar onde vc nunca imaginou que pudesse existir...
Vc aprende mto com pessoas novas, e sempre descobre algo novo com as pessoas que vc já conhece... são elas que te fazem sentir q elas sao incansáveis, q elas sao instigantes!
É em estradas como essas que vc pode descobrir uma estrada onde vc poderia passar sempre suas férias! São estradas onde podem te levar direto em uma cachoeira! Ou até mesmo pra praia... Mas o melhor é qndo vc encontra a estrada que te leva pra casa! E esse nao é o caminho de volta! Pq casa... bem... casa é aquele lugar onde vc se sente bem, onde vc se sente seguro... onde vc aprende, mesmo sem fazer nada...
Viver, viver, viver... aproveitar o dia... aproveitar o sol... descansar olhando as estrelas, meditar debaixo de uma arvore, tomar um chimarrão num dia ensolarado e aprendendo sobre tradicoes, sobre padroes...
Constantes viagens... constantes aprendizados... constantes lembranças e constantes histórias que fazem vc querer viver... um dia após o outro!

Para mim por Rafael Yared

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ele e ela. Ela e ele.

Ele tem comigo as palavras que se encontram.
Ela sente o meu olhar e declama os sentimentos.

Ele faz de suas palavras sentimentos a se decifrar.

Ela sorri com a alma, transborda emoção.

Ele não usa só as mãos a tocar, mas declama ao vento.

Ela congela o corpo, esquenta o sangue e entra em vulcanização.

Ele sorri menino e olha docemente acalentando o coração.

Ela pede entrega, tem sede de felicidade, deseja o todo e consegue tudo.

Ele mostra que são belos os atos, os encontros e as sensações.

Ela é a energia de uma cachoeira, derrama águas de amor.

Ele sabe viver com alma livre, sabe sorrir com sinceridade e amar com vontade.

Ela tem a medida do sabor com o gosto de saber amar.

Ele tem a coragem do buscador e a paixão da descoberta.

Ela enxerga além dos seus olhos.

Ele voa, tão tem limites a sua sede. Ele quer a vida sem amarras e sem dizeres.

Ela é um mar de vontades, um amor de verdade e mais que um mero detalhe.

Ele é maior que o indivíduo, pois de tão belo não se cabe em si.

Ela é o que é, é o que há e sabe o que quer.

Ele e ela. Ela e ele.


Escrito por Ana Eliza & Saulo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Teu corpo...


Queria eu teu corpo embriagado no meu.
Pois o meu extasiou-se do seu.
Faríamos das noites raras que eles se encontram, noites a serem guardadas.
E não apenas mais uma noite que passa sonolenta e escura.
Mas noites preenchidas por carinhos que apenas seus dedos conhecem.
Há muita beleza em ti.
Do corpo esguio e forte que é trunfo de seus desejos.
É sim, teu corpo e seus desejos que quero em cima do meu.
Cada curva sua me cativa.
Seus beijos me prendem a atenção.
Teu corpo quando fala me deixa sem habilidade.
Prendeu-me sem algemas. Deve tê-lo feito pelo olhar.
Não me importo em esperar nossas noites.
Sei que os dias passam lentos.

Com você preciso ser mais que eu. Preciso ser inteira.

Não quero mais nossas metades.
Há demais de desejo em mim de ti.

Ah, teu corpo...